terça-feira, 28 de setembro de 2010

FILMES SOBRE EDUCAÇÃO ( Filmes Disponíveis em DVD na Biblioteca da Escola )

SEMENTES DE VIOLÊNCIA
(Blackboard Jungle)
Baseado num livro de Evan Hunter, “Sementes de Violência” é, sem dúvida, um dos melhores clássicos do cinema dos anos 50. Escrito e dirigido pelo cineasta Richard Brooks, o filme apresenta um interessante estudo sobre os problemas de disciplina enfrentados por muitos
professores em escolas para adolescentes de meados do século XX nos Estados Unidos. Por se tratar de realizações de três diferentes cineastas, poderíamos nos arriscar a dizer que “Sementes de Violência” forma uma trilogia não oficial sobre a delinquência juvenil, juntamente com “O Selvagem” (1953), de László Benedek, e “Juventude Transviada” (1955), de Nicholas Ray.A trama, repleta de tensão do início ao fim, desenvolve-se num ótimo ritmo e trata dos esforços de um professor para conseguir chegar aos seus rebeldes alunos, e de um destes, Artie West, fazendo de tudo para sabotar seus esforços.
Partindo de um excelente roteiro por ele escrito, Richard Brooks nos brinda com um ótimo trabalho de direção. Adicionalmente, o filme apresenta uma bela fotografia assinada por Russell Harlan, uma trilha sonora que se notabilizou pela inclusão da música "Rock Around The Clock", interpretada por “Bill Haley and his Comets”, e interpretações inesquecíveis.

Clube Dos Poetas Mortos
( Dead Poets Society )
Corre o ano de 1959, quando na capela da Academia Welton (E.U.A.) o reitor preside a cerimónia de abertura do novo ano lectivo. Trata-se de uma instituição privada que acolhe jovens rapazes de famílias abastadas com o intuito de lhes ensinar o se entendia por «Tradição», «Honra», «Disciplina» e «Excelência». O reitor apresenta a todos John Keating, que viera substituir o professor de Inglês que se tinha reformado.Keating surpreende os alunos ao empregar métodos pouco ortodoxos que rompem com a rigidez da instituição onde ele próprio estudara. A sua visão liberal do ensino e da vida desde logo cativa um grupo de alunos. Keating encoraja-os a viver uma vida plena de sentimentos e emoções, a libertarem-se dos invisíveis grilhões das convenções sociais que a academia lhes impunha e a sentirem verdadeiramente a poesia, quebrando as regras dos grossos manuais, que a reduziam a algo apenas mensurável e quantificável.Inspirados pelo conceito clássico que o novo professor de Inglês lhes apresenta: Carpe Diem (Aproveita o dia - excerto de um poema de Horácio), o grupo de amigos liderados por Neil decide “reactivar” o «Clube dos Poetas Mortos», grupo do qual o seu “Capitão” – a forma descontraída com que Keating pede que o tratem – fizera parte nos tempos de aluno. Nas reuniões secretas numa gruta do bosque perto da academia, mais do que recitar poemas, os adolescentes fortalecem o espírito com a convicção de que podem ser verdadeiramente livres se tiverem a coragem de tornar os seus sonhos realidade, mesmo que estes sejam contrários ao que os pais esperam e exigem deles.. O Clube dos Poetas Mortos é um filme que ou se ama ou se odeia, embora a primeira hipótese seja a mais comum.

A Turma ( Entre Les Murs )

Ao contrário do que parece, é difícil perceber de que fala A Turma. Fala da escola, obviamente. Fala de tudo aquilo que, positivamente, lhe acusam. Fala de multiculturalismo, de integração étnica, de conflitos sociais e de ensino. Essa é a parte óbvia do filme, mas que nem por isso é menos boa. Mas A Turma fala-nos de mais - não chega a falar, talvez apenas mencione, nós é que ficamos a pensar naquilo. A Turma fala-nos de uma sociedade, a escola, onde revemos os erros, as características e os vícios de todas as outras. Numa certa medida, ser uma escola é o que menos importa. Importa ver o que nos mostram, a forma como a burocracia funciona, como os pares se protegem, como a sociedade purga e se desresponsabiliza desde que tudo siga a direito, a forma como a convivência diária é um terreno lamacento. Por outro lado, ser uma escola é uma opção irónica. Vermos como tudo o que acontece é, numa escala maior, um retrato fidelíssimo de uma sociedade moderna, faz-nos pensar no papel da escola, dos professores e da educação. Educação técnica, obviamente. Mas o que aprendemos na escola para que possamos mudar os erros que hoje fazemos? Aquela é a escola de hoje, cópia de um passado social recente e amostra de um futuro próximo. É irónico mas verdadeiro. A Turma é o retrato mais fiel da sociedade ocidental que o cinema fez nos últimos anos.
Ser e Ter ( Être et Avoir )

Philibert leva-nos a Auvergne, França, numa viagem desde o agreste Inverno, passando pela suave Primavera, até ao sol de Verão, quando termina o ano escolar (em Junho de 2001). O padrão da mudança é acompanhado pelo crescimento e pela aprendizagem de um grupo de jovens entre os 4 e os 12 anos. O professor, Georges Lopez, 55 anos e 30 de ensino, está a um ano e meio da reforma. Este documentário retrata a relação entre professor e alunos, a sua tentativa de chegar até eles, muitas vezes impenetráveis na sua timidez, na sua desconcentração. Na sua ilimitada paciência, Lopez responde às perguntas dos alunos com outras questões, conduzindo-os às respostas através do caminho da compreensão. Ele é amigo, família, educador, mentor. Apesar de ser evidente a distância (de segurança?) que mantém dos seus alunos, a relação que temos o privilégio de observar é uma relação de amor, de compromisso. Lopez lida com as várias vertentes dos seus alunos com uma extrema sensibilidade e atenção. Respeitando a sua inocência e ingenuidade, mas abrindo-lhes as portas de um mundo complexo. A proximidade de uns e outros é evidente. Quando o professor fala sobre a sua reforma, o choque e a preocupação dos alunos quase se podem tocar. O mesmo acontece com o respeito que os une, claramente mútuo e sem condescendências. Philibert escolheu esta escola cuidadosamente de entre 300 e visitou mais de 100 no período de um ano. Um reduzido grupo de alunos permitiria que ficássemos a conhecê-los a todos, e Philibert acertou em cheio, com eles e com Lopez. A sua equipa de filmagens adquiriu uma invisibilidade impressionante, e só muito raramente as crianças se dão conta dela. A sua naturalidade é totalmente desarmante, especialmente tendo em conta o nível de intimidade que temos oportunidade de observar. Existe algo de básico, de essencial, neste momento esquecido da infância. É com sentida emoção e um fascínio sorridente, quase reverente, que o vemos. Há algo de divino nesta aquisição das ferramentas básicas da aprendizagem e dos dolorosos processos que lhe estão inerentes, seja aprender a desenhar as letras, seja saber qual o número que vem depois do “seis”. O tom de documentário aparece apenas uma vez, num momento em que Lopez fala da sua vida, do seu compromisso com o ensino, e dos sacrifícios dos seus pais para que ele tivesse uma boa educação. Compromisso esse que ele renova com cada um dos seus alunos. Na despedida fica a angústia. O vazio dos olhares de descoberta que antes enchiam a sala. O silêncio doloroso que as crianças deixam atrás de si. Tal como Georges, também nós ficamos sem palavras.

Pequenas Flores Vermelhas
(Little Red Flowers / Kan Shang qu hen Mei)

Sinopse
Pequim, 1949. Com apenas quatro anos, o pequeno Qiang é matriculado num colégio interno. Mas Qiang é uma criança rebelde e não consegue seguir as regras. Sua desobediência impede que ele ganhe as desejadas flores vermelhas, dadas apenas aos alunos mais bem-comportados, e acaba atraindo a antipatia da professora Sra. Li. Só que ele também consegue que outras crianças se juntem à sua rebelião particular ao convencê-las de que a professora é, na verdade, um monstro que come crianças.

Duração: 92 minutos

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